Escândalo no futebol italiano tem exploração sexual, gás do riso e festas
A promotoria de Milão começou uma investigação que promete abalar o futebol italiano, que já estava na berlinda pelos resultados da seleção dentro de campo. Agentes públicos detectaram uma rede de exploração sexual que envolve cerca de 70 jogadores da Serie A do Campeonato Italiano, incluindo atletas da Inter de Milão e do Milan.
O esquema era operado por uma agência sediada em Cinisello Balsamo, que oferecia "pacotes" de comemorações pós-jogo que incluíam reservas em casas noturnas de luxo, serviços de acompanhantes e o fornecimento de óxido nitroso, conhecido como "gás do riso". A informação foi divulgada pelo jornal Gazzetta dello Sport.
O funcionamento da agência e as festas de luxo
A organização, que utilizava o nome corporativo de agência de eventos e a página no Instagram "Made_luxury_concierge" , era administrada por Emanuele Buttini e Deborah Ronchi. Ambos estão em prisão domiciliar, acusados de organização de serviços sexuais e lavagem de dinheiro.
As festas ocorriam em locais sofisticados de Milão, além de acontecer em viagens para Mykonos, na Grécia. Segundo as investigações, reveladas pela Gazzetta, a agência mantinha mulheres em cárcere na sua sede, onde eram forçadas à prostituição e obrigadas a pagar pela estadia.
Os mentores do esquema ficavam com 50% dos valores pagos pelos clientes. Além de jogadores de futebol, o esquema atendia celebridades, empresários e até pilotos de Fórmula 1.
Escutas telefônicas e flagrantes
Escutas telefônicas revelaram detalhes das negociações. Em um dos áudios, discute-se o envio de uma mulher brasileira para um cliente: "— Vou mandar a brasileira para ele — diz o áudio" .
Outra conversa interceptada mostra um pedido para um piloto: "Tenho um amigo que é piloto de Fórmula 1 e quer uma namorada paga. Podemos encontrá-la?"
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