03/01/2026

RESUMO DE NOTÍCIAS


*Um avião transportando Nicolás Maduro e sua esposa, Cilia Flores, chegou aos Estados Unidos neste sábado (3). O ditador da Venezuela foi capturado por forças americanas em Caracas em operação na madrugada. A aeronave pousou na Base Aérea da Guarda Nacional de Stewart, em Nova York. Maduro deve responder judicialmente em um tribunal federal de Manhattan sobre acusações de tráfico de drogas e porte de armas na próxima semana. Donald Trump afirmou que os EUA governarão o país sul-americano até que possam “fazer uma transição segura, adequada e sensata”. Ele também publicou uma foto de Maduro a bordo de um navio de guerra americano após ser capturado. O casal foi retirado à força de seu quarto durante uma grande operação militar dos EUA em Caracas, na madrugada deste sábado (03).


*A Rússia condenou neste sábado (3) a ação militar dos Estados Unidos na Venezuela e exigiu que Washington liberte o presidente Nicolás Maduro e sua esposa, Cilia Flores, após o anúncio de captura feito pelo presidente Donald Trump. “Pedimos firmemente às autoridades americanas que reconsiderem sua postura e libertem o presidente legalmente eleito do país soberano e sua esposa”, diz o comunicado do Ministério das Relações Exteriores russo. A Rússia classificou a operação como um “ato de agressão armada”, afirmou que os argumentos usados pelos EUA são “insustentáveis” e criticou o que chamou de hostilidade ideológica contra um país soberano. Moscou também cobrou esclarecimentos imediatos sobre o paradeiro de Maduro e reafirmou apoio ao líder venezuelano, um de seus principais aliados na América Latina. A Rússia foi um dos poucos países a reconhecer e parabenizar Maduro após a reeleição de 2024, cuja legitimidade é contestada internacionalmente.


*O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou neste sábado (3), após a captura do ditador Nicolás Maduro, que os Estados Unidos governarão a Venezuela até que haja uma transição “segura” e “apropriada”. – Administraremos o país até que possamos fazer uma transição segura, adequada e criteriosa. Portanto, não queremos nos envolver com a chegada de outra pessoa e ter a mesma situação que tivemos durante os últimos anos – disse ele em entrevista coletiva em sua residência privada Mar-a-Lago, no estado da Flórida. E prosseguiu. – Administraremos o país até que possamos fazer uma transição segura, adequada e criteriosa, e tem que ser criteriosa, porque é disso que se trata – acrescentou. Trump, que não deu detalhes sobre como planeja governar a Venezuela, nem por quanto tempo, afirmou que quer “paz, liberdade e justiça para o grande povo venezuelano, e isso inclui muitos venezuelanos que agora vivem nos Estados Unidos e desejam retornar a seu país”. Da mesma forma, ele prometeu que as empresas petrolíferas americanas chegarão à Venezuela para “gastar bilhões de dólares, consertar a infraestrutura petrolífera muito danificada e começar a ganhar dinheiro para o país”. – Não podemos nos arriscar que outra pessoa tome o controle da Venezuela sem levar em conta o bem-estar do povo venezuelano por décadas. Não vamos permitir que isso aconteça – disse.


*Uma declaração do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), voltou ao centro do debate político neste sábado (3/1), após a ação militar conduzida pelos Estados Unidos em território venezuelano. A fala foi resgatada pelo advogado Martin De Luca, que atua para a Trump Media e para a plataforma Rumble. A citação feita por De Luca refere-se a uma entrevista concedida por Moraes à revista The New Yorker, em abril de 2025. Na ocasião, o ministro comentou a hipótese de pressões ou interferências estrangeiras sobre decisões do Judiciário brasileiro, tema que voltou à tona em meio às críticas e cobranças do governo de Donald Trump em relação à atuação do STF no processo que culminou na condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro. No trecho destacado pelo advogado, Moraes afirmou que, “se eles [EUA] enviarem um porta-aviões, então veremos. Se o porta-aviões não chegar ao Lago Paranoá, isso não influenciará a decisão [do julgamento da trama golpista] aqui no Brasil”. A declaração foi interpretada como uma resposta direta a eventuais tentativas de intimidação externa. A repercussão do post aumentou significativamente após a operação americana realizada neste sábado. Vale ressaltar que um dos mais importantes motivos para o levante de Trump foram as inúmeras denúncias contra Maduro feitas pela Comissão Internacional de Direitos Humanos (CIDH), órgão ligado à Organização dos Estados Interamericanos (OEA).


*O Supremo Tribunal de Justiça (TSJ) condenou categoricamente o ataque militar dos EUA neste sábado e denunciou o que chamou de "sequestro" de Nicolás Maduro e de sua esposa Cilia Flores. O TSJ informou que apresentou sua queixa à comunidade internacional, alertando que o ataque tinha como objetivo "apoderar-se dos recursos estratégicos da Venezuela". Na opinião do jornalista Charles Costa, a prisão de ministros da Suprema Corte da Venezuela pode acontecer em poucas horas. "O TSJ, apontado por analistas como um dos pilares jurídicos de sustentação do regime, passa agora ao centro das atenções internacionais. Fontes indicam que a medida estaria ligada a investigações sobre decisões judiciais que legitimaram abusos de poder, perseguições políticas e a manutenção de estruturas autoritárias. O recado é claro: o aparato legal utilizado para conferir aparência de legalidade ao regime também pode entrar no campo da responsabilização", disse. Ele continua: "Em regimes autoritários, o Judiciário deixa de atuar como contrapeso e se transforma em instrumento de poder. Quando essa engrenagem começa a ser questionada, a estabilidade do sistema se fragiliza. A história mostra que, sem respaldo institucional, o poder perde sua sustentação. O cenário segue em rápida evolução e pode gerar impactos imediatos na política interna venezuelana e no equilíbrio diplomático da região."

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