10/01/2026

PRESIDENTE COLOMBIANO FICOU COM MEDO DE TRUMP

Trump deixou Petro com medo de ação militar em Bogotá

O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, afirmou nesta sexta-feira que chegou a temer ser alvo de uma ação militar dos Estados Unidos, em meio a um contexto de crescente tensão diplomática entre Bogotá e Washington.

A declaração foi feita em entrevista à imprensa internacional, após uma operação norte-americana que resultou na captura do líder venezuelano Nicolás Maduro no início deste mês.

Petro relatou que, depois de uma ligação telefônica com o presidente dos EUA, Donald Trump, em que teria sido alertado de que Trump cogitava “coisas ruins” contra a Colômbia, ele passou a acreditar que uma força militar poderia pousar na capital, Bogotá.

Segundo o líder colombiano, não houve alerta formal de serviços de inteligência, mas as declarações públicas do presidente norte-americano teriam sido suficientes para acionar esse temor.

O presidente colombiano avaliou que o suposto risco foi suspenso após a conversa com Trump, embora tenha dito que poderia estar enganado sobre a real intenção da Casa Branca.

Petro também mencionou ter comparado sua situação à do presidente venezuelano deposto, sinalizando um temor de sofrer um destino similar ao de Madu

Em meio às declarações sobre segurança, Petro também abordou suas discordâncias com a política externa dos Estados Unidos na região.

Ele disse que discorda da postura de Washington em relação à América Latina, mencionando em suas redes sociais que a exploração petrolífera promovida por potências externas poderia levar à instabilidade e a conflitos mais amplos.

As afirmações de Petro ocorrem em um momento em que a relação entre Bogotá e Washington enfrenta momentos de tensão.

O governo dos EUA manteve uma presença militar mais intensa no Caribe e vem realizando apreensões e ações contra embarcações suspeitas de tráfico de drogas, o que tem levantado questionamentos diplomáticos e divergências com autoridades colombianas.

Apesar disso, o presidente colombiano também sinalizou a intenção de manter canais de diálogo.

Tanto ele quanto Trump confirmaram ter mantido a ligação e se comprometido a coordenar futuros encontros entre as equipes diplomáticas de ambos os países.

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