Advogado investigado por nove estupros no DF é preso pelo mesmo crime
Um advogado identificado como Cláudio Dias Lourenço foi preso em flagrante nesta terça-feira (7/7), em Foz do Iguaçu (PR), por um estupro cometido na cidade. Cláudio, que estava foragido, possui outros 14 inquéritos policiais, além de nove termos circunstanciados (TCs) registrados no DF. Todos os termos são referentes à prática de estupro.
Com o histórico de crimes cometidos ao longo de 20 anos e com as provas coletadas pela 21ª DP (Taguatinga Sul), que conduz o caso atualmente, uma ordem de prisão preventiva foi emitida para prender o suspeito. No entanto, ele conseguiu fugir do DF antes do cumprimento da ordem judicial. Apurações do serviço de inteligência da Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) apontavam que ele, provavelmente, estaria vivendo na região de fronteira entre o Brasil e o Paraguai.
O modus operandi do acusado foi revelado pelas investigações conduzidas pela Seção de Atendimento à Mulher (SAM) da 21ª DP (Taguatinga Sul). De acordo com as provas coletadas, ele abordava mulheres jovens em locais públicos, conquistava a confiança delas e as convidava para um passeio.
Em um dos casos investigados pela polícia, ele levou duas vítimas a um motel afirmando que no local havia piscina. Cláudio, que é ex-soldado da PMDF, ofereceu bebidas alcoólicas às jovens que começaram a apresentar mal-estar. Com as vítimas vulneráveis, Cláudio abusou sexualmente de uma das moças e tentou abusar da outra também.
Com apoio da Polícia Civil do Estado do Paraná (PCPR), Cláudio foi preso após cometer mais um estupro, nos mesmos moldes dos outros nove cometidos. De acordo com as informações repassadas pelos policiais paranaenses à equipe do DF, ele atraiu uma vítima para o motel, ofereceu bebida e, assim que ela começou a passar mal, consumou o crime.
A prisão em flagrante foi convertida em prisão preventiva pela Justiça paranaense.
Outros casos
Em 2008, o Correio noticiou que Cláudio, enquanto policial militar, atuava como taxista sem licença. Na época, uma jovem o denunciou por atentado violento ao pudor — crime extinto em 2009 e substituído pelo crime de estupro. Ele já tinha passagens por lesão corporal, estupro e cinco queixas prestadas por garotas de programa.
Em 3 de março deste ano, Cláudio voltou aos noticiários após uma briga na porta da 26ª DP (Samambaia Norte). Na ocasião, ele foi preso por descumprir uma ordem para sair do interior da delegacia enquanto atendia um cliente. O caso reviveu o passado criminoso do advogado, expondo as investigações de agressão e estupro.
correiobraziliense

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