19/06/2026

OPINIÃO LIVRE

Eleições podem se tornar escolha entre o menos corrupto

O governo Lula contabiliza os estragos do envolvimento do senador Jaques Wagner no escândalo do Master.

À primeira vista, o dano ao petista foi menor do que o enfrentado por Flávio Bolsonaro quando os áudios da conversa com Daniel Vorcaro foram revelados.

O problema, é que a régua que mede quem mais perdeu agora não é capaz de estimar os impactos que a tramoia de Vorcaro com o poder pode causar na hora do voto.

Não é de agora que a corrupção e a política andam juntas no Brasil. O que assusta no caso master é a rapidez, a profundidade e a desfaçatez de quem se envolveu com o banqueiro promoter de luxo.

Se ainda não sabemos de tudo, porque tudo indica que tem muita lama pra passar por baixo dessa ponte, será que vamos chegar ao ponto em que o eleitor terá que escolher o lado menos corrupto para governar o Brasil?

Tão preocupante quanto isso, é não reconhecer, pelo menos por enquanto, quem, entre as lideranças públicas do Brasil, terá o poder, inclusive moral, de restituir alguma ordem.

Estamos numa situação em que se correr o bicho pega e se ficar o corruto come!

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