01/04/2026

TENSÃO NA ALRN COM OPOSIÇÃO APONTANDO CAOS ADMINISTRATIVO DO GOVERNO FÁTIMA

Oposição aponta “caos administrativo” no RN e elevam tensão na ALRN

“Caos administrativo”, déficit acima de R$ 3 bilhões, dívida de R$ 363 milhões de consignados, pacientes sem acesso a medicamentos, cirurgias suspensas, terceirizados há três meses sem salário e risco de interrupção no monitoramento de mais de mil apenados. Foi com esse conjunto de acusações que a oposição resumiu a situação do Rio Grande do Norte durante sessão da Assembleia Legislativa, em um dos momentos mais duros de enfrentamento político recente contra a gestão estadual.

A ofensiva partiu do deputado Luiz Eduardo (PL), que reuniu números, relatos e cobranças em sequência. “O Rio Grande do Norte vive um caos. Um caos administrativo”, afirmou. O parlamentar também criticou o atendimento à população na Unidade Central de Agentes Terapêuticos (Unicat) e em unidades de saúde da rede estadual. Segundo ele, a população enfrenta um cotidiano de deslocamentos longos e incerteza no atendimento. “Tem gente que sai do interior, chega às 4h ou 5h da manhã e não encontra o seu medicamento”, disse, citando inclusive tratamentos oncológicos e insulina.

O parlamentar avançou sobre a rede hospitalar e descreveu um cenário de paralisações e inadimplência. “As cirurgias ortopédicas estão suspensas por falta de insumos”, afirmou, acrescentando que “o governo não pagou os fornecedores”. Também mencionou atraso de salários no Hospital Walfredo Gurgel. “Funcionários terceirizados estão sem receber há cerca de 3 meses”, declarou. A crítica se estendeu ao campo da segurança pública, com alerta sobre a possível interrupção do sistema de monitoramento eletrônico. “Mais de mil apenados podem ficar sem monitoramento por falta de pagamento”, disse.

No mesmo bloco de críticas, Luiz Eduardo também destacou o não pagamento de emendas parlamentares. “Nenhuma emenda de deputado foi paga até hoje”, afirmou. Para ele, a situação atinge diretamente municípios e entidades que dependem desses recursos. “O governo nada de pagar as nossas emendas”, completou, em tom de cobrança.

A fala foi reforçada pelo deputado Tomba Farias (PL), que trouxe um dado ainda mais sensível. “Semana passada morreram quatro pessoas na cidade de Santa Cruz por falta de UTI”, afirmou. Em seguida, resumiu o diagnóstico que, segundo ele, chega da população. “As pessoas estão morrendo”, disse, acrescentando que “o governo não está ligando para isso”.

As críticas também alcançaram a relação com trabalhadores terceirizados. O deputado Nelter Queiroz (PSDB) relatou impasse envolvendo pagamentos na área da educação. “É uma vergonha”, afirmou. Segundo ele, a empresa contratada alega não ter recebido, enquanto o governo sustenta o repasse. “Tem gente com três meses atrasados”, disse, cobrando uma posição oficial da governadora Fátima Bezerra.

Ao longo da sessão, as acusações se acumularam em ritmo crescente, com foco em saúde, segurança, finanças e execução orçamentária. A narrativa construída pela oposição apresentou um Estado pressionado por atrasos, falhas operacionais e dificuldades de gestão, com impactos diretos sobre serviços públicos e população.

A reação governista veio mais pontual e concentrada em ações específicas. O deputado Ubaldo Fernandes (PSDB) destacou a instalação de uma unidade do Corpo de Bombeiros em Santa Cruz como exemplo de avanço. “O Governo do Estado está de parabéns”, afirmou, ao tratar da interiorização do serviço.

Na mesma linha, o deputado Neilton Diógenes (PP) associou a medida à melhoria na capacidade de resposta do Estado. “Vai garantir, proteger e salvar vidas”, declarou.

Ainda no campo da defesa indireta, o deputado Francisco do PT, líder do governo mencionou resultados recentes na segurança pública. “Hoje o Rio Grande do Norte está entre os estados mais seguros do País, o mais seguro do Nordeste”, afirmou, ao rebater críticas e destacar o desempenho das forças de segurança.

Agora RN

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