Soldado israelense que depredou imagem de Jesus vai ficar um mês preso
As Forças de Defesa de Israel (FDI) concluíram o inquérito que investigava a conduta de um soldado que aparece em vídeo danificando uma imagem de Jesus Cristo no sul do Líbano. A corporação afirmou que a ação “desviou-se completamente das ordens e valores” da instituição.
Segundo o relatório, o militar e o companheiro que gravou o vídeo serão removidos do serviço de combate e receberão 30 dias de detenção militar.
Conclusões da investigação
De acordo com a investigação, outros seis soldados estavam presentes no local durante o episódio. Eles não intervieram para impedir a ação nem a reportaram. A instituição convocará esses militares para discussões de esclarecimento. Depois dessa etapa, o comando definirá eventuais medidas adicionais.
O caso ocorreu durante atividade militar na região da aldeia cristã de Debel, no sul do Líbano. As FDI informou que tem trabalhado para auxiliar a comunidade local na substituição do símbolo danificado.
Em publicação na rede social X, as FDI afirmaram que suas operações no Líbano têm como alvo apenas o grupo terrorista Hezbollah e outras milícias armadas. A organização destacou que não atua contra a população civil libanesa.
A instituição afirmou ainda que reforçou orientações sobre conduta com símbolos religiosos antes da entrada das tropas em áreas sensíveis. Depois do episódio, o comando reiterará as instruções.
As conclusões foram apresentadas ao chefe do Estado-Maior do Exército israelense e ao Comando Norte. A chefia militar classificou a conduta como inaceitável e afirmou que o episódio representa falha moral e desvio dos valores das Forças de Defesa de Israel.
Reações ao vídeo do soldado
Comentaristas e autoridades do Estados Unidos, maior aliado de Israel, reagiram ao ataque. O embaixador norte-americano em Israel, Mike Huckabee, afirmou que “medidas rápidas, severas e públicas são necessárias”.
Huckabee, que também é pastor da Igreja Batista, comentou o caso depois da divulgação das imagens.
Comentaristas alinhados à direita norte-americana também se manifestaram. O ex-congressista Matt Gaetz classificou o episódio como “horrível” ao republicar a imagem do caso.
O primeiro-ministro do país judaico, Benjamin Netanyahu, condenou as ações do soldado.
No contexto do conflito regional, Israel iniciou operações terrestres no Líbano no início de março. O objetivo declarado foi destruir infraestruturas do Hezbollah, que controla o sul libanês.
As ações ocorrem em meio a confrontos mais amplos envolvendo o também grupo terrorista Hamas, que mantém embates com Israel desde os ataques de 7 de outubro de 2023.
revistaoeste

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