Distribuidoras sofreram pressão contra filme de Jair Bolsonaro
O cineasta Doriel Francisco disse, em entrevista ao Pleno Time nesta terça-feira (28), que enfrentou resistência significativa no mercado audiovisual para viabilizar a distribuição do documentário A Colisão dos Destinos, que retrata a trajetória do ex-presidente Jair Messias Bolsonaro (PL).
Segundo ele, o projeto já nasceu sem qualquer apoio financeiro externo.
– A produção não tem apoio, não tem patrocínio de R$ 1, nem público e nem privado – declarou, destacando que o investimento partiu integralmente da produtora responsável pelo filme.
A equipe, de acordo com o diretor, é formada em grande parte por profissionais que se identificam com valores conservadores e que aderiram ao projeto “por amor”.
O principal obstáculo, no entanto, surgiu na etapa de distribuição. Doriel relatou que chegou a avançar em negociações com distribuidoras, mas os acordos não se concretizaram.
– Chegamos a acordo com distribuidoras para botar o filme no cinema e essas distribuidoras recuaram porque tem uma pressão do “outro lado” – afirmou.
Segundo ele, havia um receio explícito de retaliações por se tratar de um filme sobre Jair Bolsonaro.
Diante desse cenário, a equipe optou por um caminho independente.
– Decidimos lançar o filme por conta própria (…) A gente percebe o quanto até o mercado é ameaçado pelo sistema – disse.
Mesmo com o interesse de exibidores, Doriel afirma que há uma condição recorrente: a necessidade de forte demanda do público como forma de justificar a exibição.
– O que eu ouço é o seguinte: é o filme que eu quero, mas eu preciso que o filme tenha procura”, explicou.
Tal comportamento e “receio” não aconteceria caso o filme retratasse o Lula, como já teve.
– A gente sabe que o filme sobre Lula custou milhões de dinheiro público. O nosso não tem dinheiro público, o investimento é próprio – afirmou.
A Colisão dos Destinos estreia no dia 14 de maio nos cinemas de todo o Brasil.
Confira:

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