Série das SAFs: terceira divisão tem 11 times com donos; veja quem são eles
A Série C de 2026 começará neste sábado (4), terá transmissão da Band e contará com uma tendência forte: mais da metade dos times tem dono. A maioria é SAF (Sociedade Anônima de Futebol) e também existem outros modelos de negócio - ao todo são 11 clubes empresa.
Depois que alguns clubes grandes viraram SAFs, os investidores passaram a buscar times menores. Eles apostam que, nesses clubes, é possível aportar menos dinheiro e conseguir uma valorização rápida. Não dá para dizer que deu certo, pois a maioria dos projetos está no começo. Por enquanto, os resultados variam: existem casos de sucessos e decepções. Conheça melhor cada clube empresa abaixo.
Amazonas
Sempre teve perfil de clube empresa, mas virou SAF oficialmente em 2025, para atrair investidores dos Estados Unidos, que não foram identificados. Eles compraram 45% da SAF. Os outros 55% ficaram com os empresários que fundaram o time - como Wesley Couto, Roberto Peggy e William Abreu. Eles prometem usar o dinheiro dos estrangeiros para construção de um Centro de Treinamento.
Depois de ter chegado rapidamente na Série B, sem SAF, o Amazonas caiu para a Série C em 2025.
Barra
O Barra não é uma SAF. Está registrado como outro tipo de empresa, "Ltda" (sociedade empresarial limitada). Mas na prática isso causa poucas mudanças. E o time catarinense não pretende virar SAF.
O Barra existe desde 2013, mas o projeto atual começou em 2020. Foi quando começou o investimento do exterior: Dietmar Hopp, um polêmico bilionário alemão, investe no clube para ganhar retorno com a revelação de jogadores.
A estrutura moderna e a boa gestão do futebol ajudaram o Barra a ser uma sensação do futebol brasileiro recentemente: foi campeão da Série D, do Campeonato Catarinense e chegou na 5ª fase da Copa do Brasil - em breve vai enfrentar o atual campeão, Corinthians.
Botafogo-PB
O Belo virou SAF e já teve uma mudança de dono. Lucas Franzato, que comandava o Cianorte, se aliou a Celso Colombo Neto no início do projeto. Mas depois venderam as ações da "Belo Holding", que detém 90% da SAF. Quem comprou foi Fillipe Félix, empresário do ramo de locação de veículos.
O Botafogo-PB fracassou na Série C do ano passado, mas foi campeão paraibano e entra na Série C com esperança de enfim conseguir o acesso.
Brusque
O dono de 90% da SAF do Brusque é o empresário brasileiro Rubens Takano Parreira, que atua no ramo de energia e é o proprietário do AVS Futebol SAD, clube da primeira divisão de Portugal.
A SAF foi criada no 1º semestre de 2025, teve dificuldades de gestão, mas lutou pelo acesso na Série C. Agora ainda está ajustando os processos, mas deve chegar forte novamente.
Confiança
O projeto da SAF do Confiança foi desenvolvido por Rodolfo Landim, ex-presidente do Flamengo. Ele criou um FIP (Fundo de Investimento em Participações) que reúne empresários de Sergipe para aportar dinheiro no clube. Landim também participa como uma espécie de "conselheiro".
O processo só foi concluído na virada do ano. E no campeonato estadual de 2026 o Confiança perdeu a final para o Sergipe.
Ferroviária
A Ferroviária é controlada pela família de Giuliano Bertolucci, importante empresário do futebol brasileiro. O filho dele geriu o clube nos últimos, mas renunciou após o rebaixamento de 2025. Atualmente quem comanda o dia a dia é Júlio Carneiro. A família cogita vender a SAF da Ferroviária, mas não recebeu proposta oficial ainda.
O time está na Série A2 do Campeonato Paulista, passou para a 2ª fase e está bem na briga pelo acesso.
Figueirense
Atualmente o Figueirense é uma SAF sem dono. O clube negocia para receber aporte da Kactus Capital, uma empresa de investimentos. Mas existem problemas judiciais para resolver.
Enquanto enfrenta problemas financeiros e burocráticos, o Figeirense acabou rebaixado no Campeonato Catarinense de 2026.
Floresta
O time cearense não é SAF, mas tem um investidor: Sérgio Teixeira, empresário do ramo têxtil, é o “dono” que transformou o clube. Ele firmou o Floresta na Série C, construiu uma estrutura importante e melhorou as categorias de base.
O projeto tem evoluído ano após ano. Em 2025, o Floresta brigou pelo acesso na 2ª fase da Série C. No Cearense de 2026, o time terminou em 4º lugar.
Ituano
Juninho Paulista, ex-jogador revelado no Ituano, é dono de 60% da SAF, junto com Paulo Silvestri, através da empresa Dimache. Antes de virar SAF, Juninho já agia como principal gestor do clube.
Em 2026, o time está brigando pelo acesso na Série A2 do Campeonato Paulista.
Maringá
O Maringá já nasceu como clube empresa, antes da lei da SAF. Atualmente é uma SAF que pertence a um grupo de empresários liderado pelo presidente João Vitor Mazzer. Uma empresa, OutField Ventures, já investiu no clube, mas saiu em 2025.
Depois de um rápido crescimento, o Maringá correu risco de rebaixamento na Série C do ano passado. Agora, com mais experiência, é candidato a subir.
Santa Cruz
O processo de transformação do Santa Cruz em SAF tem sido complexo e cheio de polêmicas. Desde o começo houve resistência interna e, na sequência, saídas de investidores. A SAF foi vendida para o grupo Cobra Coral Participações, que tem Iran Barbosa como principal sócio. Mas o time está com problemas financeiros. Uma nova venda deve acontecer em breve.
Mesmo no meio de tanta confusão, o Santa Cruz subiu de divisão nacional em 2025. Não foi tão bem no Pernambucano e por isso mudou bastante o time para a Série C 2026.
Band

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