02/06/2019

GOVERNO: O SOBRINHO QUE PODE TUDO

Índio quer apito

Crédito: Dida SampaioPrimo favorito de Carlos Bolsonaro, Léo Índio tornou-se eminência parda no governo. Viaja pelo País vendendo ilusões, visita ministérios, registra encontros com autoridades nas redes sociais e fala em nome do presidente.


É uma tradição, claro que péssima, da República brasileira: assim que um candidato alcança a Presidência do País, um amigo ou um parente se torna, da noite para o dia, poderoso no governo e íntimo do poder. O Brasil é, assim, um dos mais legítimos exemplos da teoria de Nicolau Maquiavel, fundador do pensamento e da ciência política moderna. Filósofo e historiador da época do Renascimento, Maquiavel, pragmático, enxergava que essa seria a realidade de todos os tempos, a ponto de admitir que “aos amigos do poder todos os favores, aos inimigos a lei” — favores, no caso, significava sobretudo “permissão para agir”. Ele acertou, também, quando projetou a sua teoria para séculos futuros. Seis séculos se passaram, e cá estamos com Jair Bolsonaro no Palácio do Planalto e o seu sobrinho predileto como eminência parda. Trata-se de Leonardo Rodrigues de Jesus, mas pode chamá-lo de Léo Índio. É primo do vereador Carlos Bolsonaro, o filho 02 do presidente, e possui carta branca para entrar no Palácio do Planalto na hora que bem entender. Léo Índio participa de reuniões ministeriais sem ter status para isso e cultiva o hábito de ostentar fotos desses encontros em suas páginas nas redes sociais. Além de penetra do poder, Léo é comerciante, coisa que cada vez mais está ficando para trás… sim, a vida melhorou com o primo na vereança e o tio na Presidência. Mas, como uma vez mercador sempre mercador, Léo atualmente vende ilusão.

ISTO É

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