09/06/2011

DILMA SE IRRITA COM PETISTAS





PT é o maior problema político de Dilma




Final da manhã de quinta-feira (9). A cúpula petista no Congresso reúne-se no gabinete do líder do governo na Câmara, Cândido Vaccarezza. Tratam da cerimônia de sepultamento de um zumbi que ronda o quarto andar do Palácio do Planalto, o ministro das Relações Institucionais, Luiz Sérgio. Na crise política que levou à demissão do ministro da Casa Civil, Antonio Palocci, Luiz Sérgio entrou de carona. É ponto pacífico que perdeu as condições de permanecer no cargo e de exercer o comando da articulação política. É ponto pacífico que sairá do ministério. Os problemas são três. Quem irá substituí-lo? Sua substituição estancará a crise? É preciso que a substituição aconteça logo: não dá para manter por muito tempo em um ministério alguém que já não reúne condições de exercer seu cargo.

Era em torno disso que se dava a reunião. O diagnóstico da presidenta Dilma Rousseff para os seguidos problemas que têm acontecido na relação de seu governo com sua base política no Congresso é que a peça-chave dessa crise é o seu próprio partido: o PT. Desde a transição, da construção do Ministério e, principalmente, da eleição de Marco Maia (PT-RS) para a presidência da Câmara, as várias correntes do partido não se entendem. A briga interna no PT azedou a relação com os demais partidos da base. Assim, Dilma fez chegar à cúpula petista no Congresso o seguinte recado: “O problema é de vocês. Encontrem uma solução. E sejam rápidos, senão eu vou resolver o problema sozinha”. Neste momento, uma nova reunião na presidência da Câmara, acontece, com o presidente da Câmara, Marco Maia (PT-RS), Vaccarezza e o deputado Arlindo Chinaglia (PT-SP).

Congresso em Foco

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