Pesca artesanal do polvo é alternativa
A pesca artesanal do polvo é fruto de projeto de pesquisa desenvolvido por biólogos da UFRN junto à população nativa de Rio do Fogo
A drástica queda do rendimento da pesca da lagosta, imposta
por restrições ambientais e durante o defeso, somada à necessidade de sustento
em períodos de “água suja” - jargão usado para o mar bravo ou quando a chuva e
os ventos tiram a visibilidade da água -, explica a bióloga responsável pelo
projeto Lorena Cândice de Araújo Andrade, fez do experimento científico uma
alternativa viável e rentável, superando a desconfiança inicial dos caiçaras.
“Quando começou não tinha fé que funcionasse.
Como jogar um pote traz o polvo? Mas tem sido a melhor opção para nós, nessa
época de mar bravo e sujo, que vai de maio até agosto, sem falar no defeso”,
frisa o pescador Geraldo Rodrigues do Nascimento, de 45 anos, que
conta que na primeira despesca teve um rendimento em 80% dos
apetrechos.
O período de defeso do crustáceo, de janeiro a
abril, coincide com a época melhor pesca do polvo em função das águas limpas,
explica a bióloga, e se prolonga ao período de chuvas e ventos, impedindo a
pesca. “Se não fosse o projeto, estaríamos em dificuldade, só com a pesca de
peixe, que não é o nosso ramo”, completa João Batista dos Santos Ferreira, de
47 anos. O quilo do polvo vendido na região, pelos pescadores, varia entre R$
13,00 a R$ 22,00.
Os potes revestidos com cimento e amarrados ao
espinhel funcionam como abrigos que atraem os animais para o interior, onde se
alojam e são capturados quando a corda é içada. A pesca é feita a cerca de 8
metros de profundidade, em campo de cascalhos.
O procedimento, observa os trabalhadores, é
menos cansativo e arriscado do que “descer (mergulhar) de peito livre e uma
garantia já que não consegue mais a lagosta como antes”, afirma Geraldo.
O sistema foi introduzido na comunidade há cerca
de um ano, e a coleta é feita a cada 15 dias, devido o baixo número de
equipamentos. O projeto é desenvolvido com cerca de 20 pescadores artesanais e
conta com 400 potes.


Um comentário:
Sou guarda municipal,e estou pensando em ir pegar polvo na praia,dá mais dinheiro que eu ganho na prefeitura desse prefeito delegado!!!!!!!!!!
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