quarta-feira, 9 de setembro de 2020

FECOMÉRCIO: A GALINHA DOS OVOS DE OURO PARA ADVOGADO DE LULA E AMIGOS

Fecomércio era a galinha dos ovos de ouro de Teixeira, Zanin e seus amigos advogados

Fecomércio era a galinha dos ovos de ouro de Teixeira, Zanin e seus amigos advogados
A investigação da Operação E$quema S mostra que a Fecomércio do Rio, na gestão de Orlando Diniz, se transformou na maior fonte de renda dos escritórios de advocacia que integraram o esquema comandado por Ricardo Teixeira e Cristiano Zanin.

A partir das quebras de sigilo fiscal e bancário, o MPF constatou que “praticamente todos os escritórios de advocacia envolvidos nos fatos, incluindo os do citado ‘núcleo duro’, tiveram na Fecomércio (com verbas do Sesc/Senac Rio) o cliente que mais pagou por pretensos serviços de honorários advocatícios nos respectivos períodos”.

A banca Teixeira & Martins Advogados, do compadre de Lula, apenas entre 2013 e 2016, recebeu o total de R$ 67,8 milhões, ou “15 vezes mais que o valor recebido pelo seu segundo maior cliente no mesmo período”.

O parceiro Hargreaves & Advogados recebeu da Fecomércio, entre 2013 e 2014, quase o dobro de seu segundo maior cliente, não por coincidência o próprio escritório de Teixeira e Zanin, num total de R$ 20 milhões.

Entre maio de 2014 e abril de 2016, a Fecomércio/RJ pagou cerca de R$ 42,9 milhões aos escritórios de Eduardo Martins, filho do presidente do STJ, Humberto Martins. Segundo o MPF, “os valores egressos do Sistema S praticamente foram a única fonte de rendimentos do escritório em Maceió, representando nada menos que 97,6% dos valores recebidos. No caso da sede em Brasília, a Fecomércio foi responsável por 74,2% dos valores recebidos pela banca”.

Não foi diferente com os escritórios vinculados a Herman de Almeida Coelho, Jamilson Santos de Farias, Marcelo Henrique de Oliveira e Antonio Augusto de Souza Coelho. No caso de Herman, os valores totalizam soma 120 vezes maior que o recebido pelo segundo maior cliente e 45 vezes maior do que a soma de todos os demais escritórios.

O Antagonista

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