quarta-feira, 14 de outubro de 2020

VICE-LÍDER DE BOLSONARO NO SENADO FOI PEGO COM DINHEIRO DO COVID NA CUECA

PF apreende dinheiro na cueca de vice-líder do governo Bolsonaro em operação sobre desvios em verba do Covid-19

A Polícia Federal deflagrou nesta quarta-feira uma operação para investigar desvios em aplicação de recursos de combate ao coronavírus envolvendo parlamentares e apreendeu dinheiro vivo dentro da cueca do vice-líder do governo Bolsonaro no Senado, Chico Rodrigues (DEM-RR).

Os investigadores que cumpriam busca e apreensão contra o senador, em sua residência em Roraima, encontraram notas de dinheiro que totalizaram cerca de R$ 30 mil escondidas em seu corpo. Parte das notas de dinheiro estaria entre suas nádegas. A PF registrou em fotos e vídeos o momento dessa apreensão.

Além disso, os investigadores encontraram outros R$ 10 mil em sua residência.

A operação foi deflagrada com autorização do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Luís Roberto Barroso para investigar desvios milionários em recursos de combate à pandemia destinados por meio de emendas parlamentares à Secretaria de Saúde de Roraima.

A informação sobre a apreensão foi antecipada pela revista "Crusoé" e confirmada pelo GLOBO.

O senador é membro da Comissão Mista do Congresso Nacional que acompanha a execução de recursos relacionados ao combate ao coronavírus.

Procurada, a assessoria de Chico Rodrigues confirmou que houve busca e apreensão na sua residência, mas afirmou desconhecer a apreensão de dinheiro com o senador.

Em 4 de outubro de 2017, o deputado Eduardo Bolsonaro chamou José Guimarães (PT-CE) de "deputado do cuecão", em referência ao episódio no qual um assessor do parlamentar foi flagrado com dinheiro na cueca. No ano passado, ele voltou a chamar Guimarães de "deputado do cuecão" ao reclamar da resistência da oposição para votar a reforma da previdência.

Em março de 2016, o presidente Jair Bolsonaro, então como deputado federal, fez um discurso contra o PT no plenário da Câmara.

- Quero dizer ao líder do PT, que há pouco passou por esta tribuna, que presidencialismo de coalisão não é vale-tudo, não. Não é jogar ministério para cima e enfiar dinheiro na cueca de assessor parlamentar, não - disse Bolsonaro.

Extra

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