sexta-feira, 18 de setembro de 2020

SARGENTO DA COCAÍNA CUMPRIRÁ PENA NA ESPANHA

Sargento preso com cocaína cumprirá pena na Espanha

O sargento Manoel Silva Rodrigues, da Força Aérea Brasileira (FAB), que foi flagrado em junho do ano passado no aeroporto de Sevilha com 37 quilos de cocaína em suas bagagens durante uma escala da comitiva do presidente Jair Bolsonaro, terá que cumprir na Espanha a pena completa à qual foi condenado no país, de 6 anos de prisão.

Nesta quinta-feira (17), a justiça espanhola negou um pedido de transferência do militar, que estava em um dos aviões da comitiva que levou Bolsonaro à cúpula do G20 realizada no Japão. O presidente não estava na mesma aeronave do sargento.

Além da condenação a seis anos de prisão, Rodrigues também terá que pagar uma multa de 2 milhões de euros (R$ 12,4 milhões). A decisão foi tomada pela Sétima Seção da Audiência Provincial de Sevilha.

Um dos advogados do brasileiro, Enrique Rojo, confirmou à Agência Efe que o tribunal aplicou o artigo 89 do Código Penal, que prevê que, em condenações por crimes graves que excedam cinco anos de prisão, a sentença deve ser cumprida integralmente na Espanha.

Em audiência na corte, o sargento admitiu que transportava 37 quilos da droga em uma mala, em um porta ternos e em uma mochila, e que as drogas lhe foram entregues no Brasil.

– Quem me entregou me disse que o destino era a Suíça e que eu deveria levá-la à Europa – afirmou Rodrigues.

Ele também acrescentou que iria ao centro comercial Alcampo, em Sevilha, “por volta de 15h ou 16h” no dia em que foi preso (25 de junho de 2019), para entregar a cocaína em um restaurante fast food a outro homem que ele alegou não conhecer.

– Eu tinha que ir com roupas camufladas, com uma camisa verde, e a outra pessoa me reconheceria a partir de uma foto – contou.

O militar brasileiro, que traficava uma carga de cocaína com pureza de 80% e avaliada em 1,4 milhão de euros, está atualmente preso na penitenciária Sevilla I, na cidade de Alcalá de Guadaíra.

Com informações da Agência EFE

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