quinta-feira, 3 de setembro de 2020

DEPUTADO GIRÃO E SUA INDIGNAÇÃO COM O COLÉGIO MARISTA

O Colégio Marista e a corrupção político-ideológica

General Girão 

(*) 02 de setembro de 2020 

Na qualidade de ex-aluno de Colégio Marista, foi com um misto de pesar e indignação que tomei conhecimento de algumas questões de prova do Colégio Marista de Natal1 , totalmente eivadas de ideias que — antes de ensinarem os alunos a pensar, julgar e discernir — distorcem a realidade e impõem versões corrompidas sobre questões de ética contemporânea. 

Dentre os absurdos encontrados, destacam-se três questões que agridem diretamente a polícia militar, como secular instituição que tanto tem feito pelo povo potiguar: uma imagem apresenta um policial fardado e armado, com cara de porco, dizendo “missão cumprida, excelência”, tendo como referência “teorizações éticas apresentadas em sala de aula”; outra questão mostra um estudante, ainda criança, sendo revistado por outro policial fardado e armado, simplesmente pelo fato de ser afrodescendente; uma terceira pergunta refere-se à imagem de um pai que despede-se da esposa e do filho, saindo para trabalhar, de terno e gravata, sendo aconselhado pela esposa a ter “cuidado para não ser preso, na volta”, mais uma vez pelo simples fato de ser afrodescendente. 

Também por intermédio das mídias, chegou ao meu conhecimento uma “Nota de Esclarecimento”2 do Colégio, que não se encontra em seu site oficial. A ser verdadeiro, o texto de sete linhas não esclarece nada, não pede desculpas, não indica que pretende mudar alguma coisa e permite visualizar, nas poucas entrelinhas, até uma ponta de ironia. 

O episódio lembra o livro “A Corrupção da Inteligência”, de Flávio Gordon, que mostra as vísceras putrefatas de muitas instituições de ensino superior, no Brasil. Mas agora, lamentavelmente, constatamos que um ícone da Educação Básica, no RN, também está sofrendo uma irresponsável onda de ataque ao bom senso, por parte de professores contaminados por cultura político-ideológica, com a lamentável possível conivência da direção. 

Ressalto, ainda, que essa ideologização no ensino e a doutrinação política em sala de aula tomaram uma dimensão que não nos permite mais ignorar o problema. Além disso, nos causa preocupação e surpresa que um colégio tão tradicional como o nosso Colégio Marista de Natal não tenha conseguido, por meio de uma estrutura psicotécnica de ensino, evitar pensamentos discriminatórios contra a nossa sociedade, especialmente no que se refere à Instituição composta por profissionais que nos defendem 24 horas por dia, como os policiais militares. 

(*) Deputado Federal pelo Rio Grande do Norte.

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