quarta-feira, 12 de junho de 2019

DIREITA QUER DEPORTAR GREENWALD - RESPONSÁVEL POR VAZAR CONVERSAS DE MORO

Campanha pela deportação de Greenwald vira grito de guerra da direita

Campanha pela deportação de Greenwald vira grito de guerra da direitaNas primeiras 38 horas desde a revelação das conversas envolvendo o ministro Sergio Moro (Justiça) e o procurador Deltan Dallagnol, pelo site Intercept, a guerra de hashtags no Twitter registrou 60% de menções para os críticos da Lava Jato e 40% para os defensores da operação.

Os dados foram compilados pela Diretoria de Análise de Políticas Públicas da Fundação Getulio Vargas (DAPP-FGV), que faz o acompanhamento rotineiro de assuntos políticos no Twitter.

Somadas, as hashtags #vazajato, #morocriminoso e #lulalivre tiveram 597 mil menções entre as 18h de domingo (9) e as 8h de terça (11). No outro pólo, as que defendem o ex-juiz (#euapoioalavajato e #deportagreenwald) registraram 394 mil citações.

Uma novidade no debate é a campanha nas redes pela deportação do jornalista americano Glenn Greenwald, responsável pelo site. Os diálogos mostram Moro e Deltan discutindo procedimentos e fases da Lava Jato, além de deixarem claro que havia dúvidas nos investigadores sobre o envolvimento de Lula com corrupção no caso tríplex.

A hashtag #deportagreenwald surgiu no início da tarde de segunda-feira (10) e aos poucos foi encorpando. No fim do dia, já estava empatava com #vazajato e #morocriminoso. E ganhava com alguma folga de #lulalivre.

Por volta das 20h30 de segunda, o DAPP-FGV registrou pico de 2.315 menções a cada ciclo de meia hora para a defesa da deportação.

Vivendo no Brasil há anos, Greenwald é casado com o deputado federal David Miranda (PSOL-RJ). Apesar da gritaria dos lavajatistas e bolsonaristas nas redes, não há nenhum sinal até agora de que o governo esteja planejando alguma medida de proibir sua estada no país.

Em 2004, vale lembrar, o governo Lula ameaçou revogar o visto do jornalista americano Larry Rohter por não ter gostado de reportagem feita por ele no jornal The New York Times sobre os hábitos etílicos do petista, mas depois recuou.

A análise dos dados mostra que houve duas ondas de reação à reportagem do Intercept. O primeiro pico, dos críticos à Lava Jato, chegou a 12 mil menções no Twitter a cada ciclo de meia hora no final do domingo. O segundo, em reação, começou na manhã de segunda.

Essa situação, obviamente, é parcial ainda, visto que Greenwald promete novas revelações. Aguardemos.

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