25/04/2019

PT QUER VISITA A PRESOS FEDERAIS

ACHOU RUIM: PT aciona Supremo contra portaria de Sérgio Moro que endureceu regras de visitas em presídios federais

Resultado de imagem para PT aciona Supremo contra portaria de Sérgio Moro que endureceu regras de visitas em presídios federaisO Partido dos Trabalhadores e o Instituto Anjos da Liberdade entraram com ação no Supremo Tribunal Federal (STF) contra portaria do ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro, que tornou mais rígidas as regras para as visitas sociais aos presos em penitenciárias federais de segurança máxima. O PT e o instituto querem assegurar o direito às visitas sociais, nos pátios dos presídios, de familiares dos detentos.

De acordo com a norma editada por Moro, a visita no Sistema Penitenciário Federal pode ocorrer em pátio de visitação, em parlatório e por videoconferência. No entanto, quando se tratar de presídio federal de segurança máxima, as visitas serão restritas ao parlatório (quando há uma barreira física entre o preso e o visitante) e por videoconferência, “sendo destinadas exclusivamente à manutenção dos laços familiares e sociais, e sob a necessária supervisão”.

Antes da edição da portaria, era comum que as visitas ocorressem nos pátios dos presídios. A portaria diz, no entanto, que a restrição não se aplica aos presos com perfil de réu colaborador ou delator premiado. Neste caso, será permitido visita social nos pátios.

“DENUNCISMO”. Para o PT e o Instituto Anjos da Liberdade, a portaria traz uma “discriminação favorecendo os denunciantes, o denuncismo autoritário, o uso da tortura psicológica” para forçar a colaboração premiada dos detentos.

“Os filhos de presos não podem ser sequestrados pelo Estado para fazerem os pais colaborarem, delatarem”, sustentam a sigla e o instituto, que alegam que o objetivo da portaria “é obter delações, colaborações, o objetivo oculto pode ser busca do caos social, busca da desestabilização para justificar medidas de exceção”.

Procurado pela reportagem, o Ministério da Justiça e Segurança Pública não havia se manifestado até a publicação deste texto. O relator da ação é o ministro Edson Fachin.

Em quase meses de presidência de Jair Bolsonaro (PSL), o Supremo Tribunal Federal (STF) foi acionado ao menos 25 vezes para barrar medidas do Palácio do Planalto, aponta levantamento feito pelo Estado. A “campeã” de contestações é a Medida Provisória que reforça o caráter facultativo da contribuição sindical, alvo de 12 ações.

FAUSTO MACEDO / ESTADÃO CONTEÚDO

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