segunda-feira, 14 de dezembro de 2020

VACINA: GOVERNO ACUSA DORIA DE 'VENDER SONHOS QUE NÃO PODE CUMPRIR'

Governo critica Doria por ‘forçar vacinação’: “Não venda sonhos que não possa cumprir”

Na noite deste domingo (13), o Ministério da Saúde divulgou um vídeo para tratar da questão da vacina da Covid-19 no Brasil e ao mesmo tempo fazer críticas ao governador de São Paulo, João Doria. O posicionamento ocorre devido à intenção de Doria de começar a campanha de vacinação contra o novo coronavírus no dia 25 de janeiro.

A gravação apresenta Élcio Franco, secretário executivo do Ministério da Saúde, falando sobre o tema. Ele começou explicando a permissão de uso emergencial de vacinas.

– Devo esclarecer que existe uma grande diferença nas informações divulgadas sobre a autorização emergencial e o registro definitivo para uma vacinação em massa. O assunto não pode ser polarizado para discursos com promoções pessoais ou fins políticos, atropelando ritos científicos importantes que dão segurança para você e sua família – apontou.

Ele esclareceu que a liberação emergencial não é um registro definitivo.

– O Ministério da Saúde esclarece o seguinte: Vacinação com autorização emergencial pode compreender apenas a vacinação de um grupo restrito. A autorização emergencial concedida em uma das quatro agências de referência internacional previstas na Lei 13.979 de fevereiro de 2020, não é um registro definitivo e não cumpre os requisitos para autorização excepcional pela Anvisa – ressaltou.

Élcio Franco disse ainda que seria “irresponsável darmos datas específicas para o início da vacinação, porque depende de registro em agência reguladora”. Logo depois, fez críticas diretas a Doria.

– Tudo isso contradiz o governador de São Paulo, João Doria, que se equivocou (…) Como estabelecer um calendário de vacinação sem saber se a vacina estará liberada para uso, com a certeza de sua segurança e eficácia (…) Senhor João Doria, não brinque com a esperança de milhares de brasileiros, não venda sonhos que não possa cumprir, prometendo imunização com um produto que sequer possui registro nem autorização para uso emergencial – destacou.

O secretário então abordou a questão da Coronavac, a vacina chinesa, e disse que o governo brasileiro pretende adquirir doses da imunização se ela se mostrar segura.


– Esclareço ainda que a vacina anunciada pelo [Instituto] Butatan, ao ser registrada e aprovada pela Anvisa e confirmando suas condições de segurança e eficácia, será também adquirida e adicionada ao plano nacional de vacinação contra a Covid-19. O presidente Bolsonaro não mede esforços e vem se dedicando exaustivamente aos trabalhos para garantir o acesso a uma vacina segura e eficaz (…) Só então iniciaremos a imunização nos quatro cantos do Brasil – afirmou.


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