sexta-feira, 16 de outubro de 2020

VACINA CHINESA CONTRA O COVID: DORIA DÁ ULTIMATO AO MINISTÉRIO DA SAÚDE

Doria dá ultimato ao Ministério da Saúde sobre vacina chinesa

O governador de São Paulo, João Doria (PSDB), deu um ultimato até a próximo quarta-feira (21), para que o Ministério da Saúde indique se irá incluir o uso da coronavac, que é uma parceria do Instituto Butantã com a chinesa Sinovac, no cronograma de vacinação nacional. Na quarta está agendada uma reunião, em Brasília, entre o governador e membros do Ministério da Saúde e da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

Secretários estaduais de Saúde enviaram carta ao ministro Eduardo Pazzuello para que a coronavac seja incluída no cronograma, sob temor de que o imunizante não esteja sendo considerado para a distribuição nacional por questões políticas, uma vez que Doria tem feito forte oposição ao governo do presidente Jair Bolsonaro. Na segunda-feira (19), Doria deve apresentar resultados sobre a vacina, que está em testes em voluntários.

– A data limite em relação à vacina é 21 de outubro (…) É exatamente por isso que agendamos reunião com o ministro Eduardo Pazzuello e com o presidente da Anvisa, o almirante Antônio Barros. Todas as informações estão sendo disponibilizadas. A testagem termina agora neste final de semana, na segunda-feira os resultados estarão todos eles consolidados com a Anvisa, que aliás tem acompanhado diariamente esse processo – disse Doria.

Posição do Ministério da Saúde

Nesta quinta-feira (15), em entrevista coletiva, o secretário executivo do Ministério da Saúde, Élcio Franco, afirmou que o governo federal está acompanhando as vacinas em teste contra a covid-19 e “não descarta nenhuma possibilidade”.

Ele afirmou que a coronavac está nessa lista.

– A vacina do Butantã, com certeza, está nesse rol. Em momento algum se afirmou algo diferente disso – falou.

Ele ainda explicou que o Butantã é um “grande parceiro” na produção de vacinas e “vai continuar sendo inclusive para essa iniciativa, desde que sejam atendidos os requisitos”.

O governo federal tem a previsão de ter 100 milhões de doses no primeiro semestre de 2021, começando com 15 milhões em janeiro, da vacina da AstraZeneca/Universidade de Oxford e da possibilidade de acesso a mais 40 milhões de doses de vacinas vindas da iniciativa global Covax Facility, da Organização Mundial da Saúde (OMS). Juntas, as duas aquisições devem resultar em 140 milhões de doses no primeiro semestre do ano que vem.

Com informações do pleno.news

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