quinta-feira, 8 de outubro de 2020

GOVERNOS LULA E DILMA PAGARAM R$ 7 BILHÕES EM VERBAS A GLOBO

Globo recebeu R$ 7 bilhões em verbas nos governos Lula e Dilma

Desde o início do governo Jair Bolsonaro, a Rede Globo tem visto uma drástica redução de verbas governamentais para publicidade. Para se ter uma ideia, a emissora carioca recebeu durante os governos Lula (2003-2010) e Dilma (2011-2014) cerca de R$ 6,241 bilhões para comprar espaços comerciais. Com o biênio de 2015 e 2016, até quando Dilma sofreu impeachment, a emissora acumulou R$ 7 bilhões com os governos petistas.

Desde o início do governo Jair Bolsonaro, a Rede Globo tem visto uma drástica redução de verbas governamentais para publicidade. Para se ter uma ideia, a emissora carioca recebeu durante os governos Lula (2003-2010) e Dilma (2011-2014) cerca de R$ 6,241 bilhões para comprar espaços comerciais. Com o biênio de 2015 e 2016, até quando Dilma sofreu impeachment, a emissora acumulou R$ 7 bilhões com os governos petistas.

As informações foram obtidas pelo jornalista Fernando Rodrigues, do site Poder 360, via Lei de Acesso à Informação.

Acostumada a ter entre 4% e 5% de seu faturamento advindos do governo, a TV Globo vive outro cenário atualmente. Desde que Bolsonaro assumiu, o governo, que antes destinava cerca de 39% de toda verba publicitária federal só para a Globo, reduziu o montante a 16%. A queda significa uma perda de 60% do total a emissora recebia do governo. O corte faz parte de uma promessa de campanha de Bolsonaro.

Em números totais, o mercado publicitário prevê que a Globo arrecadará R$ 400 milhões a menos com publicidade governamental até o fim deste ano.

Em entrevista ao portal Uol, o ministro das Comunicações, Fabio Faria, negou que haja perseguição à emissora e que a decisão de onde e quanto investir é puramente mercadológica.

– Acho que isso é lei da oferta e demanda. Os ministérios são autônomos, podem investir onde quiser. Muitos deles têm um investimento em algum tema específico, o BNDES [Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social] mais na área do meio ambiente, o BC [Banco Central] idem – apontou.

Faria então negou qualquer interferência sobre as escolhas das emissoras.

– Dou a resposta 100% convicta. Não há interferência, não existirá interferência, nem para [o patrocínio] ir para o Globo ou não ir, SBT ou não ir, Record ou não ir, pelo contrário – ressaltou.

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