domingo, 20 de setembro de 2020

SEGUNDA ONDA DE COVID CHEGA EM CUBA

Cuba vive segunda onda de covid e adota medidas restritivas

Cuba superou na sexta-feira (18) a marca de 5.000 casos de covid-19 e 111 mortes em decorrência da doença. A pandemia continua avançando no país, mas alguns cubanos tentam manter a vida cotidiana normalmente, dentro do possível e com uso de máscaras.

O país enfrenta uma situação epidemiológica complicada em diversas regiões e passa por uma segunda onda de infecções.

Havana e Ciego de Ávila continuam liderando as taxas de incidência por 100 mil habitantes no país, com 301 e 222 novos casos nos últimos 10 dias, respectivamente.

A já frágil economia cubana pode sofrer ainda mais com os efeitos da pandemia. Por isso, muitos trabalhadores continuam desempenhando suas atividades.

Apesar disso, no dia 14 de setembro, Cuba registrou um recorde de altas hospitalares de pacientes recuperados da covid: 110. A taxa de letalidade da doença no país gira em torno de 2%.

A tentativa de vida normal dos cubanos deve, no entanto, encaixar-se nas restrições impostas pelo governo, como toque de recolher noturno e paralisação dos transportes públicos. O trânsito entre as províncias também está restrito.

Depois de declarar a doença controlada e comemorar dois dias sem infecções locais em julho, o rápido aumento de casos na região oeste da ilha causou uma reviravolta na situação de saúde do país caribenho.

Embora o governo tenha cancelado a reabertura das atividades comerciais em Havana e limitado o tráfego entre o oeste e o resto da ilha, os pacientes logo começaram a aparecer no centro e depois no leste, que estavam livres do vírus há meses.

Havana permanece sob fortes restrições, que incluem um toque de recolher noturno sem precedentes e o fechamento da cidade, medidas que o governo prorrogou por mais quinze dias, até o próximo dia 30.

EFE

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