quarta-feira, 16 de setembro de 2020

COVID-19: CIENTISTAS NÃO CONFIAM NA VACINA RUSSA

Em carta, cientistas manifestam 'preocupação' com resultado de teste da vacina da Rússia contra a Covid

A foto, do dia 6 de agosto, mostra a vacina desenvolvida na Rússia contra a Covid-19, a primeira a ser registrada em todo o mundo contra a doença. — Foto: Handout / Russian Direct Investment Fund / AFPEm uma carta aberta, 37 cientistas de universidades em 12 países manifestaram “preocupação” com os resultados dos primeiros testes da vacina “Sputnik V”, produzida pelo Instituto Gamaleya, na Rússia, contra a Covid-19. O fundo estatal russo que coordena a produção da vacina nega haver problemas nos dados.

A manifestação dos cientistas foi publicada no blog de um deles em 7 de setembro e reportada pela revista científica "Nature". Os cientistas dizem que pode haver resultados duplicados nos ensaios da vacina (veja detalhes mais abaixo), e pedem que os dados numéricos de todos os experimentos e os arquivos originais das análises feitas sejam divulgados, para que outros cientistas possam examiná-los.

“Embora a pesquisa descrita neste estudo seja potencialmente significativa, a apresentação dos dados levanta várias questões que requerem acesso aos dados originais para uma investigação completa”, afirma o texto no blog, que pertence ao biólogo italiano Enrico Bucci, professor adjunto da Universidade Temple, no estado americano da Pensilvânia.

Os dados dos ensaios foram publicados no dia 4 na revista “The Lancet”, uma das mais importantes do mundo, quase um mês depois de a Rússia anunciar o registro da vacina. A liberação sem os resultados publicados gerou críticas na comunidade científica internacional, que foram refutadas pelo governo russo.

Em nota enviada ao G1 pelo fundo estatal russo que coordena a produção da vacina, o RDIF, o vice-diretor científico do Instituto Gamaleya, Denis Logunov, respondeu que "nega categoricamente as acusações de dados estatísticos imprecisos publicados na 'The Lancet'."

"Os dados publicados são confiáveis e precisos e foram estudados por cinco revisores da 'The Lancet', um protocolo clínico completo foi fornecido ao escritório editorial da revista", diz a nota de Logunov.

"Apresentamos exatamente os dados que recebemos durante os testes, e não números que deveriam ser apreciados pelos especialistas italianos", continua a resposta.

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