quarta-feira, 5 de agosto de 2020

GUARDA DOS FILHOS: FAMÍLIAS CRISTÃS SOFREM AMEAÇAS NA CHINA

China ameaça retirar guarda de filhos de famílias cristãs

Escola em Igreja cristã na China
Um membro da Igreja ‘Early Rain Covenant’ da China (ERCC), denunciou que o Partido Comunista Chinês segue perseguindo membros da congregação com a ameaça de retirar a guarda dos filhos de famílias cristãs e enviá-los para campos de reeducação do governo.

Em um vídeo gravado na última quarta-feira (29), Liao Qiang, membro da ERCC em Chengdu, disse que, após fechar a igreja e prender o pastor Wang Yi em dezembro de 2018, o Partido Comunista Chinês continua a assediar seus membros. Na gravação, Qiang disse que foi forçado a deixar a China e fugir para Taiwan.

– Eles não apenas nos ameaçaram, adultos normais, membros normais da igreja, mas também ameaçaram nossos filhos. Alguns de nossos membros adotaram crianças, e o Partido Comunista enviou à força as crianças adotivas de volta à família original. Essa é a principal razão pela qual fugimos da China. Porque não podemos garantir que nosso filho adotivo também não seja levado por eles – relatou.

Qiang também destacou que as autoridades tiraram quatro crianças adotadas de uma família da Igreja Early Rain Covenant, as devolveram aos pais biológicos e posteriormente as repassaram para outras famílias.

– Esta é uma tragédia viva. A constante opressão deles me fez sentir que devemos fugir da China, porque nossos filhos são muito importantes para nós – protestou,

Um relatório anterior da International Christian Concern (ICC), instituição que defende cristãos de atos de perseguição, já documentou a remoção forçada de crianças pelas autoridades da casa dos membros da igreja Pei Wenju e Jing Jianan. Na ocasião, as autoridades disseram a eles que seus documentos de adoção não eram mais válidos, porque seus filhos estavam “presos por uma religião maligna”.

Além de afastar as crianças de seus pais cristãos, os comunistas também ameaçaram enviar as crianças cristãs para campos de reeducação do governo e proibiu que os pais matriculassem seus filhos nas escolas da igreja.

O relatório da ICC destaca que o Partido Comunista da China também usa sua estrutura legal, sinicização, fechamento ou demolição de igrejas ou locais de culto, detenção de cristãos e pressão social para atacar a população cristã do país

– Com a intensificada repressão contra igrejas, sancionadas pelo Estado e clandestinamente, não há mais um lugar seguro para se ser cristão na China – escreveu Gina Goh, gerente regional da ICC para o Sudeste Asiático e autora do relatório.

Apesar da situação complicada, o relatório conclui com uma nota de positividade apontando que “a história mostrou que a tentativa de Pequim de controlar a religião com um número crescente de regulamentações ilegais será malsucedida. Como o cristianismo na Coréia do Norte, a perseguição pode forçar os crentes à clandestinidade, mas nunca pode erradicar a própria fé”.

pleno.news

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