terça-feira, 7 de janeiro de 2020

NÃO SE PODE CONDENAR AIATOLÁS, MESMO TERRORISTA - POR J. R. GUZZO

Não se pode condenar aiatolás, mesmo terroristas: é “cultural”

VAHID SALEMI/ASSOCIATED PRESS/ESTADÃO CONTEÚDOQuer ser levado a sério, hoje em dia, por um belo liberal-esclarecido-moderno-intelectual-etc.? Gente do tipo do chanceler da Alemanha, Herr Maas, de deputado democrata americano ou “homem de centro” no Brasil? Tente uma carreira de aiatolá.

Se você é muçulmano, quer eliminar o Estado de Israel matando 8 milhões de pessoas e, no momento, carrega um passaporte do Irã, está com metade da vida ganha. Toda essa gente citada acima, mais os “especialistas” em assuntos internacionais ouvidos pela mídia, e mais a multidão de almas que querem “um mundo mais justo”, vai tratá-lo praticamente como um herói dos nossos tempos.

Mas, esperem um pouco – os aiatolás iranianos e seus similares não mandam açoitar mulheres, baseados nas leis que criaram ou que aplicam? Não mandam para a forca, ano após ano, todo gay que lhes passa pela frente? Não censuram a imprensa? Não autorizam a polícia a torturar, legalmente, os presos políticos? Não têm, no lugar de um sistema judiciário regular, uns grupinhos de clérigos que processam, julgam e condenam quem lhe der na telha?

Sim, sim, tudo isso é verdade – mas não se pode condenar os aiatolás, mesmo quando eles são assassinos, torturadores e terroristas, porque é “cultural”. Sabe como é? Cultural, amigão. Não podemos impor nossos valores a eles, não é mesmo? Seria autoritário. Essa é a cultura do Irã, dos aiatolás e dos muçulmanos em geral – temos de respeitar os seus valores.

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