sexta-feira, 12 de abril de 2019

VIÚVAS NEGRAS: "FIZERAM SEUS HOMENS GEMER SEM SENTIR DOR"

Mulheres novas, bonitas e ‘carinhosas’ que fizeram seus homens gemer sentindo dor

Eles eram homens bem sucedidos que se envolveram com mulheres muito mais jovens e que terminaram assassinados por elas, segundo a polícia. As histórias trágicas do hoteleiro Ademar Miranda Neto Eireli e do servidor público Marcos Antônio Braga Ponte, administrador de uma das maiores companhias do Estado do Rio Grande do Norte, voltaram à tona esta semana quando as respectivas viúvas tiveram de encarar as autoridades investigativas e judiciárias.

As coincidências em torno dos dois casos, que mexem com o imaginário da sociedade de Natal são inúmeras e levaram o PORTAL NO AR a debruçar olhar sobre homicídios. Se as acusações forem comprovadas, duas mulheres serão condenadas pelas mortes dos homens aos quais declaravam amor. Teriam elas conseguido ‘cegar’ os companheiros por cobiça?

As novinhas.

“Mulher nova, bonita e carinhosa faz o homem gemer sem sentir dor”, diz a canção eternizada nas vozes de Amelinha e de Zé Ramalho.

Martha Renatta Borsatto Messias Miranda era 29 anos mais nova do que o marido, Ademar Miranda Neto, que morreu aos 58. A diferença de idade da socialite de beleza notável é a mesma que Brena Katuana da Silva tinha para o namorado, Marcos Antônio Braga Ponte, assassinado aos 60.

Embora tivessem compromissos amorosos públicos com empresários conhecidos da sociedade de Natal, as duas encaram as acusações de manterem relacionamentos secretos com outros homens.

Martha Renatta teria trocado o marido, dono do Atol Das Rocas Praia Hotel, no badalado bairro de Ponta Negra, por Antônio Ribeiro de Andrade Neto. O casal de amantes foi levado esta semana ao tribunal sob acusações de planejar e executar o assassinato de Ademar. Já Brena Katuana traía o namorado, Marcos, com um homem conhecido por Júnior Cabeça, acusado de traficar drogas no bairro das Quintas.

Martha Renatta e Brena Katuana escolheram se relacionar, em secreto, com homens mais jovens do que os parceiros assassinados. Júnior Cabeça, por exemplo, tem a mesma idade de Brena. Ou seja, 32 anos.

Perigosas.

Quando foi presa, em 8 de dezembro de 2016, seis meses após o assassinato do marido, policiais encontraram drogas no apartamento de Martha Renatta. Nessa quinta-feira, 11, ao prenderem Brena Katuana, os policiais também encontraram, no apartamento onde a jovem reside, papelotes de cocaína e balança de precisão.

Embora, a operação que levou Brena Katuana à delegacia tenha sido batizada de Aleivosia, um sinônimo de traição, em uma clara referência à mulher, ela acabou liberada. O namorado dela, Júnior Cabeça, foi preso. De acordo com a Polícia Civil, eles mataram Marcos para se apossarem do patrimônio do administrador.

O mesmo modus operandi.

As coincidências entre as mortes dos dois homens seguem até a execução de ambos.

O hoteleiro Ademar Miranda Neto foi morto na noite de terça-feira, dia 7 de junho de 2016, quando dirigia pela Avenida Engenheiro Roberto Freire e foi cercado por dois veículos dos quais os assassinos abriram fogo.

Em 21 de setembro de 2018, pouco depois das 22h, o administrador Marcos Antônio Braga Ponte foi raptado logo que deixou um bar na Avenida Almirante Alexandrino de Alencar. Ele sequer conseguiu entrar carro dele. Foi levado pelos criminosos e morto a tiros. O corpo foi encontrado em uma área rural da Grande Natal.

portalnoar

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