terça-feira, 16 de abril de 2019

CIRO: "BOLSONARO NÃO CHEGA AO FIM DO MANDATO"

Ciro prevê que Bolsonaro não chega ao fim do mandato

Macaque in the trees“Do modo que está errando, o presidente Jair Bolsonaro não chega ao fim do mandato e o Mourão vai ter de assumir o cargo”, sentenciou na noite desta segunda-feira (15) Ciro Gomes, candidato do PDT, nas eleições de 2018, ao analisar os primeiros 100 dias do governo Bolsonaro em palestra para mais de 200 pessoas do Teatro Vanucci, do Shopping da Gávea, na Zona Sul carioca.


Numa palestra de uma hora e meia, Ciro Gomes anunciou que o PDT vai organizar o “Observatório Trabalhista”, com uma série de indicadores para medir a eficiência do governo. Nos primeiros dias, apesar do tempo curto e da insuficiência de pesquisas sobre o desempenho da economia, da área social e dos principais ministérios, concluiu que o balanço é ruim para péssimo, lembrando que os investimentos caíram ao menor nível desde que começaram a ser calculados no Brasil, em 1947, após a Segunda Guerra.


Ciro Gomes disse que o governo Bolsonaro ainda não ofereceu respostas para os principais problemas brasileiros e lembrou que o desemprego voltou a aumentar diante do enfraquecimento da economia. Citou como um dos principais sintomas da falta de resposta do governo a duas questões de fundo que geram o agravamento do quadro social, com desemprego e violência, o fato de que 11,2 milhões de jovens, dos 16 aos 24 anos estarem na chamada categoria de Nem-Nem – nem estudam, nem trabalham.

“Com uma juventude assim, que futuro teremos no Brasil”, perguntou. Ele contou que ao tocar no tema em Belo Horizonte, no fim de semana, um jovem encapuzado pediu para falar com ele em particular. Ciro lhe pediu o telefone celular ou e-mail e ele disse que não tinham nem um nem outra, que era do PCC, não estudava nem trabalhava, mas tinha a sobrevivência garantida pelo tráfico, arrancando emoção da plateia e aplausos.

Outra questão em que bateu duro foram as decisões de alinhamento automático do presidente Bolsonaro aos Estados Unidos de Donald Trump (partido Republicano), com a isenção de visto aos americanos que vêm ao Brasil e a cessão da base militar de lançamento de foguetes em Alcântara (MA) aos americanos, sem nata em troca ao Brasil. Considerando, ainda que “o Brasil foi afrontar os árabes”, ao anunciar a mudança da embaixada em Israel de Tel Aviv para Jerusalém, decisão suspensa de última hora com a criação de um mero escritório de negociação de tecnologia na cidade santa de judeus, cristãos e muçulmanos, “estamos comprando inimizades dos inimigos dos Estados Unidos por inspiração de um ultra-direitista Steve Bannon, ex-conselheiro de Trump. Assim, vamos expor nosso território a ações terroristas que nunca tivemos “, alertou.

JB

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