sábado, 10 de novembro de 2018

O "MIGUÉ" DE TOFFOLI DISPENSANDO O AUXÍLIO MORADIA

Fim do auxílio-moradia não cobrirá nem metade dos gastos com reajuste do STF

Prometido como compensação pelo reajusta salarial dos ministros do STF pelo presidente da Corte, ministro Dias Toffoli, fim do auxílio-moradia não cobrirá nem metade dos gastosA missão do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Dias Toffoli, de convencer o presidente eleito, Jair Bolsonaro (PSL), de que o reajuste nos salários dos ministros do Supremo aprovado pelo Senado Federal na última quarta-feira (7) não causará um rombo nas contas públicas não será fácil. Isso porque o prometido fim do auxílio-moradia para juízes como compensação não cobrirá nem metade dos gastos com o reajuste dos salários.

Em reunião com Bolsonaro na quarta-feira, Toffoli se comprometeu a apresentar um relatório com os dados sobre o reajuste nos salários dos ministros do STF de R$ 33,7 mil para R$ 39,3 mil e uma alternativa que seria acelerar o julgamento sobre a legalidade do auxílio-moradia para magistrados.

Acontece que essa "compensação" sugerida pelo presidente do STF será insuficiente já que a proposta de Orçamento encaminhada pelo governo reserva R$ 448 milhões para o pagamento do benefício a funcionários dos tribunais e do Ministério Público (MP) Federal em 2019 e o impacto causado pelo aumento salarial dos magistrados deve ser de R$ 717 milhões no Judiciário e mais R$ 258 milhões no MP.

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