terça-feira, 6 de novembro de 2018

BOLSONARO CRITICA QUESTÃO DO ENEM

Bolsonaro defende que professores sejam gravados: 'Tem que se orgulhar e não ficar preocupado'

Bolsonaro em entrevista à O presidente eleito Jair Bolsonaro criticou o que chamou de "doutrinação desacerbada" (sic) em questões do Enem, aplicado neste domingo em todo o país. Em entrevista à "TV Band", na tarde desta segunda-feira, Bolsonaro disse que "é um vexame ver o que cai na prova do Enem" e defendeu que se cobre "o que tem a ver com a questão do Brasil e da cultura". O capitão do Exército disse ainda que professores devem se orgulhar e não ficar preocupados com gravações em salas de aula. 
— Não tenho implicância com LGBT, mas uma questão de prova que entra na linguagem secreta de gays e travestis não medem conhecimento nenhum. Temos que fazer com que o Enem cobre conhecimentos úteis para a sociedade.

O presidente eleito se referia à questão número 37 do caderno de Linguagens do Enem realizado domingo. A questão mostra um texto sobre "pajubá, o dialeto secreto dos gays e travestis" e pergunta por que "pajubá ganha status de dialeto, caracterizando-se como elemento de patrimônio linguístico".

Bolsonaro negou que pretenda acabar com o Enem, mas disse que seu governo não vai "ficar divagando sobre questões menores".

- Ninguém quer acabar com o Enem, mas tem que cobrar ali o que realmente tem a ver com a história e cultura do Brasil, não com uma questão específica LGBT. Parece que há uma supervalorização de quem nasceu assim.

Ao ser questionado se concorda que alunos gravem professores que estejam fazendo "doutrinação" em sala de aula, como sugeriu a deputada estadual eleita em Santa Catarina pelo PSL Ana Caroline Campagnolo, Bolsonaro disse que os professores devem se "orgulhar" e não ficar preocupados, caso algum aluno decida gravar as aulas.

O Globo

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