quarta-feira, 10 de outubro de 2018

HADDAD PROPÕE A BOLSONARO ACORDO QUE O PT IGNOROU NO 1º TURNO

Por que só agora, HADDAD?

Resultado de imagem para haddad e bolsonaroRola pela net, inclusive nos grandes sites, a polêmica gerada em torno do acordo proposto pelo candidato a presidência da república pelo PT, Fernando Haddad, ao seu opositor Jair Bolsonaro (PSL). A proposta se tratava de um "acordo" no sentido de combater o Fake News na internet no segundo turno. O candidato Jair Bolsonaro não gostou da proposta e respondeu de maneira ríspida ao seu adversário. 

Bolsonaro lembrou que o TSE chamou todos os partidos para assinarem um documento que tinha como finalidade combater o Fake News no primeiro turno, dos partidos presentes assinaram em favor do documento DEM, PCdoB, PSDB, PDT, PRB, PSC, PSD, PSL, PSOL e Rede, o PT, PSTU, PCO e PTC não assinaram.

Bolsonaro também declarou que sofreu muitos ataques com informações falsas, inclusive do seu adversário na corrida ao Planalto, chegando a chamá-lo de "canalha".

A pergunta é clara: Por que o PT não quis assinar o documento proposto pelo TSE no primeiro turno e agora, no segundo, decide mudar de ideia?

Nota do PT, ainda no primeiro tuno contra o documento do TSE

Em julho, a presidente do PT afirmou que o PT não iria assinar o compromisso. Leia texto publicado no site do partido:

"A grande mídia noticiou com certo espanto que após um mês e meio depois de o ministro Luiz Fux, atual presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), elaborar um acordo com os partidos contra a disseminação de notícias falsas na internet – as chamadas fake news -, o PT é a única grande sigla que ainda não subscreveu o documento. Não subscreveu, nem subscreverá, por razões muito objetivas.

O PT é o partido que mais se empenha no combate às notícias falsas, porque é alvo de mentiras na imprensa desde a sua fundação em 1980 e, depois, de forma sistemática, no submundo das redes.

Diante de notícias falsas, qualquer que seja sua origem, a Constituição e a lei preveem o direito de resposta, que deve ser garantido pelo Judiciário. Mas esse direito tem sido negado ao PT, também de forma sistemática, principalmente quando a mentira e a ofensa partem das Organizações Globo.

Setores do Judiciário brasileiro, no entanto, têm se especializado em censurar e coagir a imprensa independente, como se vê, para citar apenas um exemplo, nas decisões autoritárias contra o Blog do jornalista Marcelo Auler, impedido de divulgar informações sobre desmandos policiais na Lava Jato.

No mesmo sentido, a imprensa dos poderosos vem manipulando o conceito de “fake news”, em cumplicidade com os administradores das grandes redes sociais, para calar e constranger a imprensa independente. Foi o que se viu no episódio do rosário entregue por um representante do Papa Francisco ao presidente Lula.

O compromisso do PT é com a verdade e com a livre circulação de informações. Demonstramos isso na prática, sem necessidade de assinar compromissos vazios, que possam, no futuro, vir a validar ações arbitrárias contra quem quer que seja.

Da forma como foi proposto pelo presidente do TSE em final de mandato, Luiz Fux, o compromisso contra fake news não passa de mais uma fake news. E não será endossado pelo PT.

Da Justiça, inclusive da Justiça Eleitoral, o que se espera é que faça cumprir a lei, punindo quem espalha mentiras, com os instrumentos que a lei já dispõe, e garantindo o direito de resposta e a livre circulação da verdade, seja na imprensa tradicional seja nos meios digitais".

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