segunda-feira, 6 de novembro de 2017

RN: PM PARA AS ATIVIDADES DIA 13/11

Com fome, PM vai parar dia 13 e bandidos podem tomar conta do RN

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Se o Governo do Estado não encontrar uma saída para o atraso de salário dos policiais militares do Rio Grande do Norte, alguns com 67 dias sem ver a cor do dinheiro, corre o risco de enfrentar a pior crise da segurança pública da história do Estado. “A situação da PM do Rio Grande do Norte é de penúria e o governador não demonstra sensibilidade para entender o quanto nossa missão é imprescindível”, disse o presidente da associação, Major Antoniel Moreira.
Em assembleia realizada hoje, oficiais decidiram que dia 13(segunda-feira) ninguém sai às ruas fora o efetivo determinado por lei. Nos quarteis, apenas oficiais de dia, armeiros e a guarda. O grosso da tropa está convocada para assembleia em frente à rampa da Governadoria. Carros com defeito, coletes à prova de bala obsoletos, munições vencidas e coturnos sem renovação há três anos, serão mantidos na caserna. A população vai ficar à mercê dos bandidos.
O anúncio feito pelo Governo do Estado, de que haverá pagamento diferenciado em tabela própria para a Polícia Militar não trouxe desdobramentos práticos. “Nada chegou para nós e não dá mais para aguentar. Estamos muito próximos do caos”.
Coincidência ou não, o Major Moreira é filho de oficial da Polícia Militar de Alagoas e lembra bem dos acontecimentos trágicos de julho de 1997, quando houve confronto entre policiais e demais servidores grevistas contra o Exército culminando com a licença e afastamento do governador Divaldo Suruagy. “Não podemos subestimar. Pode acontecer aqui o que houve em Alagoas, diante do quadro desesperador. Lembro bem de um soldado que matou a família e cometeu suicídio por absoluta fome”, lembro Moreira. Em Alagoas, nove PMs tiraram a própria vida durante a crise.
O presidente da Associação dos Oficiais narra casos bizarros. Em todos os batalhões, não há comida para oficiais e praças e, num caso específico, em Barcelona, na Região do Potengi, estourou a fossa do destacamento da PM e não há um centavo para consertar o problema. “Hoje mesmo, um oficial me telefonou chorando querendo saber do dinheiro pois está com uma filha doente e não tem dinheiro para medicá-la. Isso é desumano”, afirmou o Major Moreira.
Ele prevê o agravamento da crise caso mantenha-se a inércia oficial e revelou que, em contato com a Associação da PM do Rio de Janeiro, soube que o Governo do Estado vem pagando aos policiais da ativa, reserva e pensionistas até o dia 10 do mês subsequente, o que tem mantido a tropa na rua. Se não houver acordo e o movimento explodir, ele não pode dar garantias à população de que saia de casa do dia 13 em diante, pois o limite dos policiais militares, “esgotou”.

Rubens Lemos Filho

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