sábado, 11 de novembro de 2017

RN: CRISE AFASTA PRESIDENTES DE ABC E AMÉRICA

Renúncias de presidentes evidenciam crise nos grandes clubes do futebol do RN

Beto Santos, ex-presidente do América, e Judas Tadeu, ex-presidente do ABCA oficialização dada nesta segunda-feira, 10, do pedido de renúncia do agora ex-presidente do ABC, Judas Tadeu Gurgel, representou a segunda grande ‘debandada’ administrativa que o futebol do Rio Grande do Norte teve que passar em um intervalo de oito meses. Pressionados pelos maus resultados obtidos dentro de campo e também pela grave crise financeira comum nos principais clubes do país, os representantes dos dois maiores times do futebol potiguar passaram por processos de renúncias, sendo o América pioneiro em 2017 com a saída do então presidente Beto Santos no final do mês de março.
Na carta renúncia encaminhada ao Conselho Deliberativo do América no dia 31 daquele mês, Beto, que havia assumido para um mandato de dois anos contados a partir de janeiro de 2016, alegou “não querer ser empecilho para promover o bem da agremiação”. Na ocasião, ele estava bastante pressionado pelos torcedores e também por outras lideranças alvirrubras que “exigiam” sua saída para, em contrapartida, realizarem investimentos e salvarem a instituição do que eles acreditavam ser uma “tragédia futura”. Pesou contra Beto as perdas dos títulos estaduais de 2016 e 2017, além da queda para a Série D do Brasileiro.
No caso de Judas Tadeu Gurgel, as motivações foram basicamente as mesmas. O diferencial, porém, é de que toda a crise acabou desencadeada por uma situação específica: o rebaixamento quase consumado da Série B para a Série C neste ano, impulsionado, claro, pelos graves problemas financeiros que deixaram o elenco sem receber salários ao longo de três meses ininterruptos. Apesar de tudo, Tadeu venceu os dois campeonatos estaduais que disputou na nova gestão, quebrando, inclusive, uma sequência de quatro anos sem títulos locais da equipe (entre 2012 e 2015 apenas América e Potiguar de Mossoró foram campeões no RN), fato que acabou sendo deixado de lado na crise atual.

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