segunda-feira, 25 de setembro de 2017

PGR: VICE PROCURADOR É PRIMO DE ZÉ AGRIPINO

Embate na PGR: de onde vem a rivalidade entre Raquel Dodge e Rodrigo Janot?

A nova procuradora-geral, Raquel Dodge, participa de sessão do STFRaquel Elias Ferreira Dodge, de 56 anos, assumiu na última segunda-feira a chefia do Ministério Público Federal. No dia seguinte, oficializou um dos primeiros atos de sua gestão: mandou de volta para casa oito dos dez integrantes da força-tarefa da Lava Jato que tinham sido escolhidos por seu antecessor, Rodrigo Janot.
Com o desmanche, descumpriu uma promessa de campanha. E tornou oficial a existência de dois grupos distintos no órgão: um vinculado a Janot, outro, a Dodge.
O clima entre os dois procuradores se deteriorou rapidamente nas últimas semanas, a ponto dele não ter nem sequer comparecido à cerimônia de posse. Dodge afirma que mandou convite por e-mail. Janot disse que, para ele, não havia nem sequer uma cadeira reservada no evento. No dia da posse, se limitou a mandar uma mensagem de boa sorte à sucessora na lista de e-mails do Ministério Público Federal.
Esta divisão também explicaria a escolha de Luciano Mariz Maia como vice-procurador-geral, o número dois na hierarquia da nova PGR. Ele chefiava a 6ª Câmara de Coordenação, órgão que atua na defesa de comunidades indígenas, quilombolas e outras minorias.
A escolha dele seria uma forma de prestigiar a área cível. Maia é também primo do senador Agripino Maia (DEM-RN), investigado na Lava Jato - sua nomeação foi alvo de críticas na imprensa.

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