sábado, 30 de setembro de 2017

O MEDO DO HOMO - POR CARLOS SUPLA

O MEDO DO HOMO

Por: Carlinhos Supla

É sempre um tema difícil e complicado de se falar, comentar, opinar ou debater. Por medo daqueles que comentam sobre o assunto, serem mal compreendidos e até mesmo serem taxados de preconceituosos ou homofóbicos. 
Mas, tudo isso precisa acabar e ficar de lado. Nós, que fazemos parte da sociedade, necessitamos de participar e debater mais sobre esse e outros assuntos da nossa sociedade organizada. Tudo que diz respeito a sociedade, diz respeito aos seus indivíduos. Precisamos quebrar esses paradigmas sociais. Acabar com os preconceitos, seria um bom começo. Em toda família, existe um caso homossexual. Se ainda não tem, virá a ter. 
O famoso psicanalista austríaco Seguman Freud, nunca considerou a homossexualidade uma doença e nunca tratou como opção. Em um dos seus conceitos, afirmou:
 "A homossexualidade não é uma vantagem. Mas, também não é algo do que alguém deva se envergonhar. Nenhum vício, nenhuma degradação, não pode ser classificado como doença. Nós consideramos como uma variação da função sexual."
Eu particularmente, não acho a homossexualidade um desvio de personalidade, como conceituam alguns. Nem uma doença do intelecto psico sexual, como afirmam outros.
Na natureza, ela, a natureza, sempre encontra uma forma para preservar as espécies. Na biologia isso se chama evolução. Acredito que a homosexuadade que não é exclusividade da espécie humana (existem casos em outras espécies. Mas que no homem com mais frequência). Foi uma forma que a mãe natureza encontrou para controlar uma super população desenfreada futura do homem. Como sabemos, na homossexualidade, existe o desejo, o prazer e o ato sexual. Mas, nunca, a reprodução. Por incompatibilidade biológica do mesmo sexo. Mas esse raciocínio é apenas mais um dos meus devaneios, da minha mania de pensar. Isso é assunto para os biologistas. 
Li a liminar do juiz federal da 14° vara do Distrito Federal, Waldemar Cláudio de Carvalho. Fazendo assim, a permissão de psicólogos e profissionais da área, a fazerem estudos de cunho científico, ligado ao homossexualismo. Dando assim, a permissão da TRS. (TERAPIA DE REVERSÃO SEXUAL). Proibida pelo Conselho Federal de Psicologia (CFP) desde de 1999. 
Todos nós, estamos nessa vida buscando sermos felizes. E cada um é feliz, conforme a sua visão de felicidade. O que é bom pra um, pode não ser pra outro. Quem está feliz e satisfeito com a sua sexualidade e não tem constrangimentos com isso, apesar dos preconceitos, continue  a ser a pessoa que é, com a sua "preferência sexual." 
Mas, quem não está satisfeito e feliz com a sua "preferência sexual?" Eu pergunto. 
Existem casos de suicídios de pessoas que brigaram consigo mesmas, travando uma batalha com o seu próprio espírito. Sem respostas, a única coisa que conseguiram, foi desenvolver uma depressão e em seguida exterminar a sua própria vida. Por não se aceitar sexualmente. Ou seja, esses precisavam, como muitos precisam, dos profissionais da área para ajuda-los. Portanto, não vejo problema nenhum em alguém procurar ajuda profissional nesse sentido. E acho que foi nesse sentido, que o juiz da 14° vara federal do DF,  Waldemar Cláudio de Carvalho, autorizou por liminar a permissão aos profissionais. E claro, a liberdade desses profissionais estudarem mais sobre o assunto, que causa tanta polêmica quando é falado. 
A ignorância nos faz errar. Quando opinamos e falamos daquilo que não temos conhecimento. 
É assim que se cria os preconceitos religiosos-sociais e a homofobia. Pela falta de conhecimento e pela ignorância do homem.

Tenho dito.

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