domingo, 10 de setembro de 2017

A CONDENAÇÃO DE PALOCCI

Documento

Treinado. Em um dos trechos do depoimento, quando era questionado pelo advogado de Lula, o criminalista Cristiano Zanin Martins, sobre os motivos de a Odebrecht custear o terreno para o Instituto, Palocci pediu desculpas a Moro por tratar a empresa como uma “colaboradora” nas explicações.
“Porque o doutor Bumlai e o doutor Roberto Teixeira sabiam que a Odebrecht era uma colaboradora… Colaboradora talvez seja uma palavra… O senhor desculpa (dirigindo-se ao juiz), às vezes eu sou… 30 anos treinado para falar dessa forma… (Sabiam) que a Odebrecht dava propinas frequentes ao presidente Lula e ao PT. Como se tratava de uma pagamento de propina, imaginaram que a Odebrecht poderia pagar esse terreno.”
O ex-ministro, que era o “Italiano” das planilhas da propinda da Odebrecht para o PT – conta que controlava milhões em propinas -, disse que pelos pagamentos que a empresa fez, ela recebeu benefícios em contratos com o governo, especificamente citando a Petrobrás.

COM A PALAVRA, O ADVOGADO DE LULA
O advogado Cristiano Zanin Martins, defensor do ex-presidente Lula, declarou em nota.
“Palocci muda depoimento em busca de delação. O depoimento de Palocci é contraditório com outros depoimentos de testemunhas, réus, delatores da Odebrecht e com as provas apresentadas.
Preso e sob pressão, Palocci negocia com o MP acordo de delação que exige que se justifiquem acusações falsas e sem provas contra Lula.
Como Léo Pinheiro e Delcídio, Palocci repete papel de validar, sem provas, as acusações do MP para obter redução de pena.
Palocci compareceu ato pronto para emitir frases e expressões de efeito, como “pacto de sangue”, esta última anotada em papéis por ele usados na audiência.
Após cumprirem este papel, delações informais de Delcídio e Léo Pinheiro foram desacreditadas, inclusive pelo MP.”

Cristiano Zanin Martins

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