terça-feira, 6 de junho de 2017

HENRIQUE ALVES: JUSTIÇA FOI MAIS RÁPIDA

Prisão de Henrique se deu para evitar que ex-ministro esvaziasse contas da corrupção

BRASÍLIA – O Ministério Público Federal (MPF) pediu a prisão do ex-ministro do Turismo Henrique Eduardo Alves, um dos mais antigos aliados do presidente Michel Temer, para impedir que o ex-deputado esvazie contas bancárias supostamente abastecidas com dinheiro de propina, parte dela das obras do Porto Maravilha, no Rio de Janeiro.
O pedido é apoiado em informações fornecidas pelo Ministério Público da Suíça sobre movimentação bancária do ex-ministro até 2015, quando a Lava-Jato já estava em curso. O juiz Vallisney de Souza Oliveira, da 10ª Vara Federal, considerou consistentes os argumentos dos procuradores do caso.
“Em liberdade Henrique Alves pode livremente movimentar as contas, colocar em nome de laranjas, apagar ou tentar apagar o produto do que se diz ser crime, usar os valores para fins diversos, em prejuízo do processo penal a que responde ou outras investigações que eventualmente venham a ocorrer”, sustenta Vallisney conforme trecho da ordem de prisão obtida pelo GLOBO.
Henrique Alves é acusado de se associar ao ex-deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) para receber propina da Carioca Engenharia, uma das empresas responsáveis pelas obras do Porto Maravilha, no Rio de Janeiro.
Com base em informações da Suíça, o Ministério Público Federal acusa Henrique Alves como destinatário de pelo menos US$ 827 mil de propina que teria sido repassada a ele por ordem de Cunha. O dinheiro teria sido depositado na conta Beefield, na Suíça, por Ricardo Pernambuco, um dos donos da Carioca.
As obras foram em parte financiadas com recursos do Fundo de Investimento do FGTS, administrado pela Caixa Econômica Federal. Também participaram das obras a Odebrecht e a OAS.
Pelo relato de delatores da Carioca e da Odebrecht, os financiamentos eram condicionados a pagamentos de propinas a Cunha e outras pessoas com influência no Conselho Curador do FGTS.

O Globo

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