domingo, 14 de maio de 2017

CHICO ALENCAR E O CAIXA 2 PETISTA

Petistas que choraram no mensalão reveem erro do partido 12 anos depois

O deputado federal Chico Alencar foi um dos parlamentares petistas que choraram no plenário da Câmara, em 11 de agosto de 2005, em um misto de tristeza e indignação com a confissão do publicitário Duda Mendonça, na CPI dos Correios, de que recebera dinheiro de caixa 2 pelas campanhas do PT em 2002, inclusive com depósitos no exterior. Quase 12 anos depois, filiado ao PSOL do Rio, Chico disse que teve um déjà-vu, sensação de já ter passado por isso, ao tomar conhecimento, na última quinta-feira, do teor da delação premiada do marqueteiro João Santana e de sua mulher, a empresária Mônica Moura.
— Confesso que fiquei surpreso. A gente tem que cometer, no mínimo, erros novos. Eu imaginei que financiar campanha com caixa 2 no exterior era uma coisa que mesmo o PT, que não quis se reformular, que não fez autocrítica, jamais faria de novo — disse o deputado do PSOL, que, em 2005, empunhou no plenário da Câmara um cartaz em que estava escrito “Não em nosso nome”.
Na última quinta-feira foi revelado o conteúdo da delação de João Santana e Mônica Moura, por decisão do relator da Lava-Jato no Supremo Tribunal Federal, ministro Edson Fachin. O casal afirmou que os ex-presidentes Lula e Dilma Rousseff tinham pleno conhecimento do esquema de caixa 2 que irrigou as campanhas de 2006, 2010 e 2014. Ainda de acordo com os dois, parte desses pagamentos foi feita no exterior.

O Globo

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